9 de ago de 2017

Salário Parcelado


            Nada mais decepcionante do que trabalhar um mês inteiro e chegar o momento de receber o valor, acordado quando contratado pelo empregador e perceber que ele não cumpriu com o seu compromisso.
            Você, enquanto trabalhador fez o seu dever. Aliás, mais do que deveria. Aí descobre que tudo o que você fez, não é tão importante. Educar alunos, muitas vezes fazendo o papel de pai ou mãe, é um papel secundário na avaliação de seu “empregador”.
            Todos, sem exceção, passaram por um profissional da educação. Sem o aval deste profissional, se quer teria se formado, seja no ensino fundamental, médio ou superior.
            Vejo com tristeza o comentário de alguns pais de alunos dizendo coisas do tipo: “se não está satisfeito que mude de emprego”. Para estes só tenho a informar que estudei muitos anos para exercer esta profissão. Escolhi por opção, por identificar-me trabalhando com pessoas, principalmente adolescentes. Realizo-me auxiliando na sua formação. Muitas vezes faço o trabalho que eles, os pais, deveriam estar fazendo, mas por conta de seus diversos afazeres, ou pela desestruturação familiar não conseguem.
            Acredito que fiz a escolha certa por realizar-me profissionalmente, mas financeiramente não sou reconhecido.
            Trabalho como professor há 21 anos, nunca usufruí a tal estabilidade. Possuo, no total, como trabalhador oficial 39 anos, e nunca tive o meu salário e 13º parcelado, a não ser neste meu último emprego.

            Tenho compromissos financeiros a cumprir, gostaria de mais respeito  á  minha profissão, pois formo cidadãos, pessoas, futuros profissionais, que podem até vir a ser lideres políticos. Gostaria de mais respeito. Só isso.

1 de fev de 2017

PERFIL DO PROFESSOR TECNOLÓGICO



            Atualmente para exercer a profissão de professor, necessitamos de muito mais do que dominar o conteúdo, fator ainda fundamental. Necessitamos de ferramentas que além de facilitar nosso trabalho, tornam o conteúdo mais interessante para nosso aluno tecnológico. Gostando ou não, ferramentas indispensáveis hoje para o professor são: Acesso a Internet, notebook, pelo menos um pendrive com uma boa capacidade de armazenamento, eu uso um HD externo de 1TB, por enquanto está ótimo, sem esquecer o giz e/ou caneta para quadro branco, sim ainda precisamos. Não podemos esquecer-nos de, pelo menos uma conta de e-mail e acesso a “nuvem”, opcionalmente um perfil no “facebook”, “tweeter, e um blog.

 O governo estadual agora disponibiliza uma conta no “google education” (Classroom) através de um e-mail corporativo. Para o professor é uma excelente ferramenta para usar com os alunos no formato presencial e a distância (EaD).
            Não bastasse isto, necessitamos estar constantemente atualizados através das publicações no que se refere à educação tecnológica. Ensinar o básico hoje, pelo menos para os alunos que realmente se interessam em aprender, se tornou um tanto quanto tedioso. Cabe a nós professores presenciais, estimular nosso aluno a buscar fontes realmente confiáveis sobre a informação de que necessitam, orientando-os sobre a importância do momento presencial, do convívio com os colegas e com os professores, em outras palavras, o “algo mais” que podemos contribuir para a formação do aluno.

            Você, leitor deve estar se perguntando, e o livro? E respondo: Continua sendo um excelente auxiliar, repito...auxiliar e não guia. Usar apenas o livro como ferramenta de trabalho em aula é como fazer com que nosso aluno veja apenas uma versão do assunto, sem considerar as variáveis. É importante na nossa pesquisa na formação do plano de aula, utilizarmos fontes diversas e é claro confiável.
           

Para encerrar este pequeno ensaio, que tem como principal objetivo criar um pequeno “caos” na mente do leitor, pelo menos nos mais “antigos”, gostaria de deixar claro que estamos num período intermediário no que diz respeito às novas formas de ensino e com certeza existe a necessidade de adaptação tanto dos professores quanto dos alunos.

17 de ago de 2016

O Professor Digital

A profissão de professor está mudando, mas não radicalmente. Como em qualquer atividade profissional existe a evolução onde ocorre a adaptação ao novo modelo exigido. Embora estejamos num período intermediário no processo da mudança que inclui, entre outros, os métodos e os materiais utilizados no aprendizado.
Não pretendo entrar na questão de quem é contra ou a favor em mudar métodos. Independente da opinião este é um processo que não tem volta, ou você muda ou será ultrapassado. É como uma corrida de F1. Se você não acompanhar a evolução da tecnologia, e quiser continuar a correr com seu velho carro, certamente ficará em último lugar.
Voltando ao professor. Hoje métodos que antes eram muito eficientes, tornaram-se obsoletos, como por exemplo, a pesquisa fazendo uso de livros (exclusivamente). Hoje em qualquer série, onde solicitamos uma pesquisa, os alunos utilizam as informações contidas na Internet. O que estou querendo dizer é que precisamos adequar nossos métodos as novas tecnologias tanto na pesquisa, quanto em dar aulas e a forma como estamos avaliando.
Como já disse anteriormente esta mudança não pode ser radical. Tenho experiências desde o tempo em que não exercia o magistério quanto às mudanças radicais. Nenhuma deu certo. Um dos fatores principais foi a repulsa quanto ao abandono de métodos tradicionais. A mudança deve ocorrer de maneira gradual. Os leitores que já me acompanham um bom tempo sabem da minha paixão pela tecnologia.
Há um bom tempo atrás, comecei a utilizar como ferramenta de trabalho normal o computador, projetor multimídia e outros equipamentos. O primeiro problema logo apareceu. Montar e desmontar a “parafernália” após cada aula. Demanda algum tempo. Com a prática, fui reduzindo o tempo e achando soluções, como enquanto montava, conversava com os alunos sobre assuntos atuais.
Hoje, como a maioria das salas de aula da escola possuem Data show, este “problema” foi resolvido.
Mas não se iludam, ainda faço uso do quadro. Como já comentei, estamos numa etapa intermediária em que tanto professor quanto o aluno necessitam adaptar-se aos novos tempos. Isto mesmo, o aluno também.  

Para encerrar, o processo de inserção da tecnologia não tem volta, veio para ficar, se não acompanharmos, ficaremos profissionais obsoletos.